Golpe do auxílio-cuidador ganha força com falsas promessas de liberação de adicional no BPC

Falsas promessas de liberação dos 25% do INSS usam projeto do Senado como isca para enganar idosos e pessoas com deficiência em todo o País

BPC é um direito assistencial garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que paga o valor de R$ 1.621,00 por mês / Divulgação

Criminosos cobram taxas falsas para liberar adicional do BPC; canais oficiais do INSS e a Central 135 são inteiramente gratuitos / Divulgação

O avanço das discussões no Congresso Nacional sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) virou gancho para uma perigosa onda de golpes na internet. Criminosos têm utilizado as redes sociais e aplicativos de mensagem para abordar idosos e pessoas com deficiência, prometendo a liberação imediata do chamado “auxílio-cuidador” mediante o pagamento de taxas antecipadas ou o envio de dados pessoais confidenciais.

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Como funciona a armadilha contra os beneficiários?

A fraude explora justamente a vulnerabilidade financeira e o desconhecimento sobre as regras previdenciárias. O modo de atuação dos golpistas envolve abordagens agressivas na internet e contatos diretos que prometem “destravar” o dinheiro rapidamente.

As vítimas costumam ser induzidas a fazer transferências via Pix para custear supostas “perícias particulares”, taxas de processamento ou honorários de antecipação, perdendo quantias expressivas da própria renda familiar para estelionatários.

O que diz a lei, a barreira do STF e a decisão do TRF6?

A promessa de liberação imediata é absolutamente falsa, porque o adicional de 25% por grande invalidez é garantido por lei apenas para quem recebe a aposentadoria por incapacidade permanente.

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De acordo com a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1.095, quem recebe o BPC não tem direito a esse acréscimo no momento. Esse entendimento foi reiterado recentemente pela 1.ª Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 6.ª Região (TRF6), que negou o acréscimo por entender que o benefício assistencial não possui previsão legal nem fonte de custeio para o adicional.

Além disso, o Projeto de Lei 4.680/2024, que tenta alterar essa regra, ainda cumpre etapas de votação no Senado e não possui qualquer validade legal para pagamentos atuais.

Como se proteger e onde buscar ajuda oficial

Para evitar prejuízos financeiros e vazamento de dados, entidades de defesa do consumidor e especialistas orientam a população a jamais repassar senhas, documentos ou fazer pagamentos adiantados sob a promessa de concessão de benefícios.

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Qualquer consulta sobre direitos, alteração de dados ou acompanhamento de pedidos deve ser feita exclusivamente de forma gratuita pelos canais oficiais do governo, como o aplicativo Meu INSS e a Central 135, ou com a orientação gratuita da Defensoria Pública da União (DPU).