Começar a correr é uma decisão excelente para a saúde física e mental. Especialistas destacam frequentemente os benefícios da atividade física como uma forma de melhorar o bem-estar e a saúde a longo prazo.
A corrida contribui ativamente para o emagrecimento, fortalecimento muscular, redução do estresse, melhora na qualidade do sono, redução da pressão arterial, melhora na circulação sanguínea e aumento na expectativa de vida.
Mesmo com todos os benefícios, algumas pessoas podem se empolgar e começar a praticar o esporte sem o cuidado necessário para evitar lesões, fraturas e até mesmo problemas de saúde mais graves, como infartos e danos aos joelhos (uma das partes do corpo mais exigidas do corredor).
A equipe da Gazeta elaborou um guia explicando como dar o “primeiro passo” de forma saudável e produtiva. Confira:
Avaliação médica prévia
Antes de praticar qualquer esporte, é fundamental que a pessoa realize um check-up. Exames cardiológicos, como eletrocardiograma e teste ergométrico, além de uma avaliação ortopédica, garantem que o coração e as articulações estão aptos para lidar com o estresse da atividade.
A corrida praticada em excesso e sem a avaliação especializada aumenta riscos cardíacos, como arritmias, aumento agudo da pressão arterial, infartos e, em casos mais graves, morte súbita. A maioria das ocorrências são registradas em maratonas ou em portadores de doenças silenciosas.
Fortalecimento muscular e a importância do preparo
O hábito de correr exige muito de partes específicas do corpo, como joelhos, quadris e tornozelos. Por causa disso, especialistas destacam a necessidade da musculação, pilates e treinos funcionais.
O processo de fortalecimento é crucial, já que os músculos funcionam como amortecedores. Ou seja, se eles estiverem fracos, o impacto vai direto para as articulações.
A fragilidade da musculatura pode ocasionar canelites (inflamação ou dor na tíbia), dores no joelho (causada geralmente pela fragilidade na musculatura quadril e coxas) e inflamações de tecidos fibrosos (pode resultar em dores agudas na sola do pé e no calcanhar).
Progressão gradual
Um dos maiores erros de principiantes é tentar correr longas distâncias nos primeiros dias. O recomendado é realizar um início de forma progressiva, com acompanhamento especializado de um médico e/ou personal trainer.
Frequência e descanso
Manter uma rotina de treinos constantes é a chave para o progresso, mas isso não significa que o esforço deve acontecer de forma diária.
Correr todos os dias no início é um atalho direto para lesões. O recomendado é que novatos comecem com duas a três vezes por semana, intercalando treinos de força e dias de descanso, período esse que o corpo utiliza para se recuperar e crescer.
Equipamento e nutrição
Além das longas sessões de treino, o acessório correto permite que o exercício seja realizado de forma mais confortável e segura.
O uso de equipamentos adequados, incluindo um tênis voltado para a realização de atividades físicas, diminui o risco de lesões e protege contra fatores externos, como queimaduras causadas por raios UV.
Uma alimentação saudável também faz toda a diferença. O ideal é evitar correr em jejum se o corpo não estiver adaptado. O consumo de carboidratos antes do treino evita hipoglicemia e perda de massa magra.
Já a hidratação previne cãibras e permite um processo de recuperação mais adequado. A recomendação é que ela seja realizada antes, durante e após o treino, mas de forma controlada e sem exageros.
