O São Paulo se despediu do Morumbi em 2022 de maneira melancólica. Além da derrota por 1 a 0 para o Internacional, na noite desta terça-feira, em duelo pela penúltima rodada do Brasileirão, o elenco viu boa parte das 19 mil pessoas protestarem nominalmente contra jogadores e diretoria.
Atletas como Reinaldo, Igor Gomes, Miranda – com contrato próximo ao fim -, Patrick, que recém discutiu com Ceni, e até o presidente Julio Casares viraram alvo do questionamento do público.
No fim da partida, muitas vaias para o time, que se complicou de vez por uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Agora, o São Paulo depende de uma longa combinação de resultados para poder sonhar com vaga na Pré-Libertadores.
Os torcedores presentes no Morumbi cobraram a chegada de novos jogadores e classificaram o time como “sem vergonha” e “amarelão”. O clima de pressão se instalou dentro do clube.
A derrota deixa o São Paulo com 51 pontos e na nona colocação, restando apenas um compromisso pela frente. Somente os oito primeiros vão para o torneio sul-americano.
Ao final da partida, o presidente Julio Casares optou por se pronunciar antes da coletiva do técnico Rogério Ceni. Ele afirmou que Ceni tem todo o respaldo da diretoria e será o técnico para 2023. Disse ainda que o time buscará reforços e algumas saídas também serão necessárias.
Rogério, por sua vez, afirmou que estará em janeiro na reapresentação da pré-temporada e disse que o clube tem duas opções: uma delas é a de investir pouco, contar mais com a base e enxugar o máximo possível suas dívidas – abrindo mão de disputar títulos e aceitando ser coadjuvante na temporada que vem, já com aviso prévio para a torcida.
A outra é a de buscar investidores e reforçar o elenco para que ele de fato bata de frente com os times mais fortes e que assim o São Paulo possa seguramente disputar títulos como protagonista – arriscando assim manter ou aumentar a dívida para conseguir voltar a ser campeão e trazer o equilíbrio de volta.
