Celular sem sinal? Nova tecnologia promete conectar smartphones direto do espaço

Anatel aprova tecnologia Direct-to-Device para internet via satélite direto no smartphone. Descubra o que muda e quando chega

Anatel aprova internet da Starlink direto no celular para usar nas estradas; veja como funciona. (Foto: Freepik)

Anatel aprova internet da Starlink direto no celular para usar nas estradas; veja como funciona. (Foto: Freepik)

Você já ficou completamente sem sinal de celular durante uma viagem ou em uma área rural e desejou que a internet caísse do céu?

Continua após a publicidade

Esse cenário frustrante está muito perto de acabar graças a uma decisão histórica que promete revolucionar a forma como nos conectamos.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu sinal verde para a tecnologia Direct-to-Device (D2D), que leva a internet via satélite direto para o seu smartphone. Mas o que isso significa na prática para o consumidor brasileiro?

O que é a tecnologia Direct-to-Device (D2D)?

Esqueça aquelas antenas brancas e pesadas que a Starlink exige atualmente para conectar uma residência ou veículo.

Continua após a publicidade

A tecnologia D2D transforma os satélites em órbita baixa em verdadeiras extensões das torres de telefonia móvel que já conhecemos.

Isso significa que o seu próprio aparelho celular será capaz de conversar diretamente com o satélite no espaço, sem intermediários.

A melhor parte? Você não vai precisar de nenhum acessório externo acoplado ao seu telefone para que isso aconteça. A mudança vai transformar a realidade de locais que historicamente sofrem com o isolamento digital.

Continua após a publicidade

Veja os principais cenários beneficiados:

  • Áreas rurais e comunidades isoladas: Onde a infraestrutura de fibra ou torres tradicionais nunca chega.
  • Estradas e regiões de fronteira: Garantia de segurança e comunicação em rodovias desertas.
  • Operações logísticas e agrícolas: Conexão contínua para máquinas de mineração e agronegócio em tempo real.

Como os satélites vão conversar com o seu smartphone?

A grande sacada da aprovação da Anatel foi permitir o uso de faixas de radiofrequência que as operadoras de telefonia já utilizam no dia a dia.

A agência autorizou o compartilhamento de diversas frequências conhecidas, como as de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, até as faixas mais altas de 2.500 MHz.

Continua após a publicidade

Mas não é só isso. Os satélites vão atuar de forma complementar à rede terrestre, entrando em ação exatamente quando o sinal da sua operadora sumir.

O serviço será completo logo no início?

A resposta curta é: não. Apesar do entusiasmo do mercado com a Starlink, da SpaceX, a implementação dessa tecnologia de ponta acontecerá de forma gradual.

A expectativa inicial é que os primeiros serviços liberados foquem em funções básicas, mas vitais.

Continua após a publicidade

Fique de olho nas etapas de liberação:

  • Fase Inicial: Envio e recebimento de mensagens de texto, compartilhamento de localização e alertas de emergência.
  • Fase Avançada: Chamadas de voz completas e navegação ampla na internet à medida que a infraestrutura evoluir.

Quais celulares serão compatíveis e quando chega ao Brasil?

Esta é a dúvida de ouro de todo entusiasta de tecnologia. A compatibilidade do serviço vai depender diretamente do suporte ao Direct-to-Device e das futuras homologações das grandes fabricantes, como Apple, Samsung e Motorola.

E quando poderemos testar?

Ainda não há uma data oficial de lançamento ou tabela de preços definida pelas operadoras.

Continua após a publicidade

A Anatel determinou um prazo de até 90 dias para que sua Superintendência elabore todas as especificações técnicas necessárias.

Depois desse período regulatório, o mercado passará por uma fase intensa de testes práticos, homologação de aparelhos e a assinatura de acordos comerciais entre as gigantes do setor de satélites e as operadoras de telefonia móvel locais.