Dormir bem se torna um desafio para muitas pessoas a partir dos 50 anos, principalmente mulheres.
Estima-se que uma em cada cinco pessoas sofra com insônia, e durante a menopausa esse número aumenta: cerca da metade relata dificuldades para descansar.
Embora medicamentos prescritos possam ajudar, eles também trazem efeitos indesejados. Por isso, a Gazeta vai te mostrar alternativas naturais que favorecem o sono. Confira:
Por que o sono piora aos 50 anos?
As mudanças hormonais são um dos principais fatores. A queda nos níveis de estrogênio e progesterona influencia a regulação do sono e está ligada a ondas de calor e despertares noturnos.
Além disso, condições de saúde comuns nessa faixa etária, como artrite e apneia do sono, podem agravar a insônia. Em muitos casos, tratar essas doenças de base já contribui para noites mais tranquilas.
Melatonina: regulação do ritmo biológico
A melatonina é um hormônio natural que ajuda a ajustar o ciclo sono-vigília. Em forma de suplemento, pode auxiliar na sincronização desse ritmo.
Especialistas recomendam começar com doses baixas, de 1 a 3 mg, aumentando se necessário. Versões de liberação sustentada podem ser úteis para quem acorda diversas vezes durante a madrugada.
Magnésio: relaxamento muscular e mental
O magnésio atua no sistema nervoso ao regular o neurotransmissor GABA, responsável pelo relaxamento.
Entre as formas disponíveis, o magnésio glicinato é apontado como uma das mais eficazes para melhorar a qualidade do sono.
A ingestão diária não deve ultrapassar 320 mg, evitando, riscos de efeitos adversos.
Camomila: calmante natural de fácil acesso
Conhecida por seu efeito suave, a camomila contém apigenina, substância que age nos receptores do cérebro associados ao relaxamento.
O consumo de chá de camomila cerca de uma hora antes de dormir pode ajudar a reduzir a dificuldade para pegar no sono.
Como escolher o suplemento adequado
Nem todos os produtos disponíveis no mercado têm a mesma qualidade. É recomendável buscar opções testadas por certificações independentes, como a United States Pharmacopeia (USP).
E, antes de iniciar qualquer uso, a orientação médica é fundamental para avaliar interações com outros medicamentos e condições de saúde.
